Jornalistas Esportivos discutem desafios enfrentados na cobertura da Copa do Mundo da Rússia com alunos do UniBrasil

Na manhã de quarta-feira, dia 19, os jornalistas André Pugliesi, colunista de Esportes da Gazeta do Povo, e Heuler Andrey, proprietário da Agência de Fotografia Dia Esportivo, foram os convidados da mesa que debateu os desafios da cobertura da Copa do Mundo de 2018. Quem conduziu a conversa foi o estudante do 8º período de jornalismo, Tom Schiebel. A mesa-redonda fez parte das atividades do XV Ciclo de Debates, no tema proposto pela programação diurna intitulado: “grandes coberturas do jornalismo brasileiro em 2018”.

O primeiro tema levantado pelos profissionais foi o impacto do fechamento do jornal impresso dentro de alguns veículos importantes, como é o caso da Gazeta do Povo. Os desafios apresentados dentro de uma cobertura a partir desse fato novo, já que não existe mais a necessidade do fechamento de páginas dos jornais, mas Pugliesi explica que teve que aprender a lidar com outros espaços ainda maiores, como é o caso da internet e suas mídias digitais.

Além do mais, o repórter ressalta a importância de aprender a trabalhar com o audiovisual nos tempos atuais, já que plataformas como o Instagram, o Facebook e o Youtube exigem isso. Para Andrey os impactos são iguais – se não piores, conforme colocado pelo fotojornalista –, já que a partir do fechamento de um jornal impresso, a comercialização do seu trabalho também tem uma porta fechada.

Outra discussão apontada pelos próprios jornalistas foram as credenciais dos jogos, a dificuldade para conseguir e o privilégio de fazer parte de um evento esportivo tão disputado, como é o caso de uma Copa do Mundo. Os dois convidados concordaram que a probabilidade de se conseguir uma credencial como essa se torna mais viável quando você trabalha em um veículo maior, por ter mais credibilidade com a CBF e com a Fifa.

“Eles têm muito essa questão de compromisso. Se você pediu, você vai ter que ir. Você dá um jeito de estar lá presente e fazer aquela cobertura, porque tinham milhares de outras pessoas que queriam estar naquele local”, explicou Andrey, ressaltando a importância do evento e possíveis barreiras que podem vir a acontecer caso você não cumpra com o combinado. O jornalista ainda reforçou ao dizer que apenas 20 credenciais para fotógrafos foram disponibilizadas para todo o cenário nacional, sendo apenas duas para Curitiba.  

Outra preocupação dos convidados foi retratar o jornalismo esportivo tal como ele é, com as dificuldades e correrias da rotina do esporte. Lembrando das poucas horas de sono, da necessidade de lidar com várias plataformas em tempo real e da produção de conteúdo imediato. A necessidade de um planejamento, mas com a consciência de que nem tudo vai sair como o esperado, você pode – e vai – deixar algum lance passar. “É um processo de preparação, mas também de alguma eventual decepção”, observou Pugliesi.

Por Vittoria Cattarina / 2º JOAN

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